quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cantiga de Amor

Este pequeno poema é muito antigo. Basta reparar na composição para se chegar a essa conclusão. Aliás, pensa-se ser o primeiro  escrito feito em prosa.
Alguém sabe quem foi o Autor?

No mundo não me sei parelha
Mentre-me for como me vai,
Ca já morro por vós e ai,
Mia senhor branca e vermelha!
Queredes que vos retraia?
Quando eu vos vi em saia
Mau dia me levantei
Que vos então não vi feia!


E, mia senhor branca e vermelha,
Que foi mal des aquele dia, ai!
E vós, filha de Dom Pai
Moniz, e bem vos semelha
D'haver eu por vós guarvaia?
Pois eu, mia senhor, d'alfaia
Nunca de vós houve nem hei
Valia duma correia.

5 comentários:

Rui da Bica disse...

Deverá ter um pouco mais de 800 anos !
O autor deve ser um tal Salpicão Suado de Travesseiro e dedicado a uma pequena Ribeira, de que um Rei gostava muito, às escondidas!

Abraço
.

polittikus disse...

Antigo. Idade Média... gostei, amores escondidos.

Nina disse...

Adoro cantigas de amor, de amigo e de escárnio e mal dizer.:)
Não conhecia esta e nem vou pesquisar porque o nosso amigo Rui, qd responde, é porque já tem certeza.:)
bji

Isa GT disse...

Gosto do salpicão do Rui mas prefiro Paio ;)
Também entra aquela marca de açúcar... Soares :D
P.S. de T. :)

Bjos

Fê-blue bird disse...

«Cantiga da Ribeirinha, ou Cantiga de Guarvaia, é o primeiro texto literário em língua galaico-portuguesa de que se tem registo.

A cantiga foi composta provavelmente em 1198, por Paio Soares de Taveirós, e recebeu esse nome por ter sido dedicada a D. Maria Pais Ribeira, concubina de Sancho I de Portugal, apelidada de "Ribeirinha".

Segue, abaixo, o poema que serve como modelo das cantigas de amor do Trovadorismo galego-português (possui o eu-lírico masculino), pois fala de um amor platônico do poeta, plebeu, por uma mulher nobre e inacessível.»

As coisas que eu aprendo por aqui ;-))

beijinhos

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